
Cyber ataques direcionados a dispositivos IoT (A Internet das Coisas)
A Internet das Coisas (IoT) ganha cada vez mais popularidade com Cyber ataques direcionados a dispositivos IoT, não só em empresas e indústrias como também em casas inteligentes, no entanto, ainda está longe de ser aplicada com segurança.
Devido a alta vulnerabilidade dos dispositivos conectados atuais, alertamos para os riscos do “Ransomware Of Things” (RoT), ou o “ransomware das coisas”, uma evolução do software malicioso que, em vez de sequestrar as informações ou dados de uma empresa ou de um indivíduo, assume o controle de todos os dispositivos conectados à Internet, evitando que o usuário os utilize até que pague um resgate.
Segundo dados globais da Check Point, o uso desse tipo de ciberataques cresceu 160% no terceiro trimestre do ano passado. Isso faz com que, em média, 8% das empresas sejam vítimas desse tipo de ameaça semanalmente.
“Apesar de a informação continuar sendo o principal objetivo dos cibercriminosos como ‘refém’ para exigir um resgate financeiro, é cada vez mais comum que seus ataques se concentrem em todos os tipos de dispositivos além dos computadores. Por isso, essa ameaça está se ampliando, já que não é mais um risco voltado somente às empresas, mas pode colocar toda a sociedade em xeque”.
RoT e o Jackware
Não há dúvida de que a conectividade oferece inúmeros benefícios, mas também traz riscos em relação à cibersegurança. Um em cada quatro ciberataques são direcionados a dispositivos IoT, uma vez que são facilmente invadidos devido aos seus baixos níveis de segurança – sistemas operacionais não atualizados, sem ferramentas de proteção, entre outros.
O desenvolvimento deste tipo de ataque é idêntico ao tradicional, embora neste caso se concentre no bloqueio de dispositivos em vez de dados. Também é utilizado um vírus conhecido como “jackware”, um software malicioso que tenta assumir o controle de dispositivos conectados à Internet cuja função não é processar dados, segundo a empresa de segurança.
Isso implica ataques, por exemplo, em um ambiente doméstico, no qual um cibercriminoso poderia lidar com todos os tipos de aparelhos eletrodomésticos à vontade ou, mesmo em casos mais avançados de casas conectadas, gerenciar suprimentos como eletricidade ou água e inclusive o controle de automação residencial.
No entanto, os riscos aumentam quando o enfoque se concentra no que acontece fora de casa, principalmente em termos de segurança dos veículos. São milhares de carros conectados à Internet no mundo (até o final de 2020, eles devem representar 22% do total) e contam com mais recursos, além da maioria das funcionalidades que oferecem, como abrir e fechar ou ligar o carro, entre outros, que podem ser gerenciados por meio de um aplicativo móvel.
Assim, um cibercriminoso poderia atacar o carro diretamente ou por meio do smartphone, assumindo o controle do veículo, o que poderia colocar em risco a vida de seus ocupantes e do ambiente ao seu redor. Isso ainda não aconteceu, mas o avanço tecnológico da indústria automotiva (carros com piloto automático, por exemplo) torna-o uma possibilidade para um futuro não muito distante.
“As novas gerações de ciberameaças se destacam por serem muito sofisticadas, mas também por usarem recursos antigos, como o ransomware, de uma forma muito nova para contornar as medidas de segurança tradicionais. O ‘ransomware das coisas’ é um exemplo claro, pois aproveitando o fato de que a conectividade é o motor do mundo, eles lançam seus ataques contra dispositivos móveis para tirar proveito de sua falta de proteção”.
“Embora possa parecer muito futurista, a tecnologia está avançando com dificuldades, por isso é essencial adotar uma abordagem de cibersegurança com foco na prevenção de riscos e ameaças antes que eles ocorram. Na cibersegurança não há segundas chances, por isso é fundamental estar protegido desde o primeiro momento com as soluções tecnológicas mais avançadas”, conclui.
Fonte: Computer World (SecurityNews)